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Tecnologia nas escolas

Tecnologia nas escolas

Para Anthony Salcito, vice-presidente mundial de educação da Microsoft, os dados e o uso de inteligência artificial precisam ser incorporados às escolas. No entanto, antes de uma transformação digital, é preciso trabalhar as habilidades dos professores e alunos. Só assim eles estarão preparados para um ambiente de aprendizado mais tecnológico. “As habilidades humanas vão se tornar cada vez mais importantes com o avanço da tecnologia”, diz. SAIBA MAIS Startup de Abu Dhabi usa IA para transformar ensino em escolas públicas Sistema de educação da Finlândia pode servir de exemplo para o Brasil Está sobrando emprego no Canadá Quer produzir sua energia elétrica? Veja por que este é um ótimo momento. O executivo esteve no Brasil para anunciar o lançamento de uma nova plataforma da Microsoft. O AcademIA contará com 12 módulos gratuitos sobre inteligência artificial (IA) para alunos de ensino médio e universitários. Para Salcito, o desafio não é necessariamente inserir a tecnologia dentro das escolas, mas conectar as instituições e estudantes com as mudanças que acontecem fora do ambiente escolar. “A escola tem de estar pronta para lidar com alunos que assimilam o mundo de forma mais abrangente e para um mercado de trabalho que demanda novas habilidades”, diz. “Os estudantes precisam ir para as salas de aula sem encontrar limites a suas habilidades e criatividade.” Salcito defende que essas mudanças de mentalidade têm que vir de um líder. Esse movimento, diz ele, não necessariamente precisará vir acompanhado de tecnologia. “O líder tem que mudar os métodos, as avaliações e incentivar novas ideias sem ter medo de errar”, diz. Ele afirma que a figura do professor “nunca foi tão importante quanto é hoje”. Para ele, só assim a tecnologia se torna uma ferramenta poderosa dentro das salas de aula. Ele cita o exemplo do Minecraft. Comprado pela Microsoft, o jogo é usado em escolas ao redor do mundo para ensinar geometria, artes e programação. Segundo o executivo, a plataforma incentiva a colaboração e criatividade. “Antes de jogarem, ¾ das atividades consistem nos alunos desenhando e criando esquemas no papel”, afirma. “Os dados são o novo petróleo” Segundo Salcito, os dados são fundamentais para o mundo de hoje – e para a educação não é diferente. No entanto, ele ressalta que os educadores e alunos precisam ser preparados para saber usá-los de forma eficiente e não cair na armadilha de aplicar tecnologia pela tecnologia. Só assim, “a tecnologia se torna mais humana”. “Os dados são o novo petróleo”, diz. “Precisam ser protegidos, refinados e organizados para gerar propósito, inclusão e personalização na educação.” De acordo com o Relatório de Novos Empregos do Linkedin, de 2017, 35% das habilidades essenciais para a empregabilidade irão mudar até 2020. Ainda segundo o relatório, as habilidades de hoje têm validade de apenas 5 anos. Para Salcito, a educação tem a obrigação de preparar o aluno para um cenário no qual IA e outras tecnologias como realidade virtual e internet das coisas vão se tornar cada vez mais presentes no dia a dia. “Precisamos preparar os alunos não só para o agora”, diz Salcito. “Eles devem ser ensinados a ter flexibilidade para se adaptarem às mudanças que ainda vão acontecer.” Por: POR ÉRICA CARNEVALLI

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